Pesquisadores do IFG utilizam Arator 5A para georreferenciamento de lavoura de soja em Goiás

Pesquisadores do Instituto Federal de Goiás (IFG) – Campus Goiânia desenvolvem estudo que utiliza RPAS (Sistema de Aeronave Remotamente Pilotado), ou mais conhecido como drone, para a coleta de dados georreferenciados em uma lavoura de soja em Goianápolis (GO). Na pesquisa, o drone desenvolvido pela xmobots®, Arator 5A, que foi adquirido pelo Campus Goiânia, contribui para o mapeamento do relevo, o acompanhamento do cultivo de soja e a localização de regiões com problemas erosivos.

A pesquisa, contemplada no Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIBIC), tem a orientação do professor do IFG, Maxwell de Oliveira Rabelo, colaboração do professor João Cortês, do técnico Leomar Rufino e participação do estudante de Engenharia Cartográfica e de Agrimensura do Câmpus Goiânia, João Pedro de Sousa Costa.

O estudo, que começou em novembro de 2017 e ainda está em andamento. Ele visa aplicar o drone no desenvolvimento da agricultura de precisão. Ou seja, um sistema de gerenciamento que alia tecnologia avançada para otimização do cultivo agrícola.

Segundo o professor e coordenador da pesquisa, Rabelo, os objetivos com o estudo são o de analisar os locais de erosão na lavoura de soja. E também identificar o sentido das linhas de plantio no terreno e do trajeto das máquinas utilizadas. Isso tudo para controlar o problema de erosão nos próximos plantios e otimizar o uso de máquinas.

Pesquisadores do IFG utilizam Arator 5A para georreferenciamento de lavoura de soja em Goiás - XMobotsImagem capturada pelo drone em janeiro deste ano, que mostra regiões com falhas de plantio na lavoura de soja.

Sobre os benefícios no uso de drone na agricultura, o professor Maxwell explica: “O planejamento da área agrícola, considerando as variações do terreno e o dimensionamento localizado das práticas de conservação do solo, proporciona o controle da erosão do solo, reduz a perda de nutrientes e consequentemente a contaminação dos rios. Diminui ainda o tempo necessário para as operações mecanizadas, reduzindo também o consumo de combustíveis, desta forma, contribuindo para proteção do meio ambiente.”

O estudo dos fatores que interferem no desenvolvimento da lavoura também permite o controle localizado dos fatores de produção. Assim, aumenta a produtividade e reduz os custos para o produtor rural.

A autorização para o uso de drones destinados ao georreferenciamento de imóveis rurais é recente no Brasil. Foi validado em fevereiro deste ano pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), conforme explica o professor João Cortês. No estudo, os pesquisadores do IFG decidiram analisar a aplicação de um drone no cultivo de soja, por se tratar de um manejo de ciclo rápido, cerca de 90 dias, se comparado à lavoura de milho ou de cana de açúcar, por exemplo, que demandam mais tempo de cultivo. Para tanto, os pesquisadores conseguiram obter uma parceria para realizar o estudo numa propriedade rural privada em Goianápolis (GO), próxima a Goiânia.

O uso de drones na agricultura beneficia o produtor rural ao conferir uma maior precisão, agilidade e eficácia no mapeamento das condições de cultivo do imóvel rural, conforme ressalta o professor João Cortês.“O produtor tem uma visão geral de sua produção, e o processamento dos dados obtidos nos voos dos drones é rápido, de no máximo duas horas. Muitas vezes, os drones não precisam ser aplicados na propriedade inteira, mas simplesmente em um determinado local. E isso acaba minimizando o custo para o produtor. ”

Segundo os pesquisadores, a previsão é que o estudo seja concluído no mês de agosto. Então, os resultados serão enviados para publicações em revistas científicas, congressos acadêmicos e disponibilizados para os produtores rurais e profissionais da extensão rural. Assim, os procedimentos estudados podem ser utilizados para o planejamento de áreas agrícolas da safra 2018/2019.Pesquisadores do IFG utilizam Arator 5A para georreferenciamento de lavoura de soja em Goiás - XMobots

Fonte: IFG

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