Drone brasileiro detecta focos de incêndio a 30 km de distância e oferece resposta rápida

Com a intensificação das mudanças climáticas, o Brasil enfrenta um cenário cada vez mais desafiador no campo. Eventos extremos, como secas prolongadas e incêndios florestais, têm se tornado mais frequentes.
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Esse panorama torna o segundo semestre ainda mais crítico, quando a estiagem favorece a propagação rápida do fogo em áreas rurais, trazendo impactos ambientais e econômicos significativos.
Segundo levantamento da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), entre junho e agosto de 2024, houve um prejuízo estimado em R$ 14,6 bilhões em decorrência dos incêndios. Entre as principais perdas, estão:
- R$ 8,1 bilhões em pecuária e pastagens;
- R$ 2,7 bilhões na produção de cana-de-açúcar;
- R$ 1 bilhão em culturas diversas;
- R$ 2,8 bilhões em perdas estruturais, como cercas.
Impacto direto no agronegócio brasileiro
Em outubro de 2024, 500 cidades registraram perdas agrícolas superiores a 80%, com 2,8 milhões de hectares de propriedades rurais incendiados, sendo prejudicados diretamente pelas altas temperaturas que facilitaram a propagação do fogo.
Esses incêndios afetaram não apenas lavouras, mas também estruturas e cadeias produtivas inteiras. Pequenos produtores e grandes empresas amargaram perdas significativas.
Um dos exemplos mais marcantes foi o de uma multinacional francesa presente em várias regiões de São Paulo, que registrou a perda de 1,7 milhão de toneladas de cana, montante equivalente a 10% da sua produção no Brasil. O impacto financeiro estimado foi de R$ 100 milhões.
Métodos tradicionais não acompanham a velocidade do fogo
Apesar dos avanços tecnológicos em muitas frentes, vários produtores ainda recorrem a métodos tradicionais para detectar incêndios. Porém, esses recursos têm se mostrado limitados diante da urgência e da escalada do problema.
O monitoramento por satélite, por exemplo, sofre com limitações em dias nublados ou com baixa visibilidade atmosférica. O patrulhamento terrestre, seja feito a pé ou com veículos, apresenta lentidão, além de cobertura restrita e alto risco à integridade das equipes.
Outra alternativa, o uso de aeronaves tripuladas tem custo elevado e depende de boas condições climáticas para operar. Ainda há casos em que a detecção de incêndios depende da comunicação entre vizinhos, comprometendo uma ação rápida e eficaz.
Drones no agro: integração à rotina do campo é realidade
Segundo dados do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), o número de drones em operação no Brasil saltou de três mil, em 2021, para mais de 35 mil em pouco anos. Essa evolução representa que os drones já fazem parte da realidade do campo.
Além de serem utilizados na pulverização e dispersão de insumos, e no mapeamento das lavouras, os drones passaram a ser utilizados em uma função estratégica: vigilância ambiental e detecção de focos de incêndio.
Drones como aliados no combate ao fogo
Desenvolvido e fabricado no Brasil, o Nauru 500C ISR, da Xmobots – maior empresa de drones da América Latina e 6ª maior do mundo – combina autonomia, robustez e capacidade de detecção à distância.
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Seu uso permite respostas rápidas, redução de danos e maior segurança para as partes envolvidas. Entre os principais benefícios da tecnologia, estão:
- Sensor embarcado, com captação de imagens RGB e termal;
- Detecção de focos de incêndio a 30km, mesmo em baixa visibilidade;
- Transmissão em tempo real para monitoramento;
- Autonomia de voo de 4 horas e alcance operacional de até 60 km;
- Decolagem e pouso verticais (VTOL), dispensando pistas ou grandes estruturas;
- Autorização da ANAC para voos BVLOS (Beyond Visual Line of Sight), acima de 400 pés e operações noturnas.
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Inteligência aplicada às emergências
Além da eficiência, o Nauru 500C ISR se destaca pelo custo-benefício. Em comparação com helicópteros tripulados, o drone surge como uma alternativa mais segura e econômica.
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Além de eliminar a necessidade de custos elevados com combustível, pilotos e deslocamentos de risco, a vigilância aérea com drones ainda permite:
- Acompanhamento contínuo de áreas extensas (24/7);
- Ação preventiva baseada em dados;
- Redução do tempo de resposta em emergências;
- Menor exposição humana em áreas críticas.
“O Nauru 500C ISR se antecipa ao problema. É uma tecnologia que orienta ação no momento certo, reduz riscos e evita grandes prejuízos. Uma inovação pensada para proteger o produtor, seu patrimônio e sua produtividade”, afirma a Diretora Comercial da Xmobots, Thatiana Miloso.
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Solução nacional para desafio recorrente
Em um cenário onde as mudanças climáticas são cada vez mais impactantes, soluções tecnológicas ganham relevância.
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O Nauru 500C ISR reforça o papel do drone como ferramenta de proteção, inteligência e vigilância no agro brasileiro, agindo antes que o fogo se alastre e promovendo impactos reais na redução de perdas e na segurança das operações no campo.