Nauru 100D Armado é apresentado ao Exército Brasileiro 

Durante o Simpósio de Sistemas Não Tripulados da Força Terrestre, companhia apresentou uma operação coordenada envolvendo o Nauru 100D ISR, a versão UCAV da plataforma e a operação Swarm para missões militares de alta complexidade

Nauru 100D UCAV em operação de ataque na demonstração

A Xmobots participou do Simpósio de Sistemas Não Tripulados da Força Terrestre, promovido pelo Exército Brasileiro em Brasília (DF), entre os dias 25 e 26 de maio, apresentando uma operação que combina drones de reconhecimento e plataformas de ataque em missões coordenadas. 

Nesse cenário, a Xmobots apresentou uma demonstração envolvendo duas configurações da plataforma Nauru 100D: a versão de monitoramento (ISR – Intelligence, Surveillance and Reconnaissance) e a versão de ataque com munição (UCAV – Unmanned Combat Aerial Vehicle). 

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Realizado no Estande de Tiro General Darcy Lázar, o encontro reuniu autoridades militares, especialistas em Defesa, representantes da Base Industrial de Defesa e empresas responsáveis pelo desenvolvimento de novas tecnologias para o setor. Entre as autoridades presentes esteve o Comandante do Exército Brasileiro, General Tomás Miguel Miné Ribeiro Paiva. 

Com caráter técnico e institucional, o simpósio integrou as iniciativas voltadas à modernização das capacidades operacionais da Força Terrestre, promovendo a aproximação entre o Exército, a indústria nacional e os setores de ciência, tecnologia e inovação. 

Militares acompanham demonstração do Nauru 100D UCAV

Durante o evento, o General de Divisão Erb Lyra Leal, do Departamento de Ciência e Tecnologia do Exército, destacou a importância de parcerias com empresas nacionais para o desenvolvimento e a evolução contínua de capacidades estratégicas para a Força. 

“A Xmobots é, sem dúvida, uma empresa expoente nesse tipo de tecnologia (drones) e nós buscamos, justamente, parceiros de longo prazo, e pessoas e empresas que possam nos ajudar não só a desenvolver, mas, principalmente, a manter e a modernizar essa capacidade ao longo do tempo. Isso para nós é vital e essencial para que a gente tenha uma força terrestre eficaz e, principalmente, sustentável”, destacou. 

Reconhecimento e ataque trabalhando de forma integrada 

O destaque da participação da Xmobots foi uma demonstração envolvendo duas configurações da plataforma Nauru 100D: 

  • Nauru 100D ISR (Intelligence, Surveillance and Reconnaissance);  
  • Nauru 100D UCAV (Unmanned Combat Aerial Vehicle).  

Na simulação, o drone ISR foi responsável por localizar, identificar e transmitir as coordenadas do alvo. Com as informações obtidas, a versão UCAV realizou o ataque de precisão, demonstrando um fluxo operacional que integra vigilância, aquisição de alvos e resposta rápida em uma única arquitetura de missão. 

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Essa atividade evidenciou um conceito operacional capaz de reduzir o tempo entre a identificação de uma ameaça e sua neutralização. 

Para o Especialista em Novos Negócios da Xmobots, Caique Garbim, a demonstração representa um marco importante para a evolução da plataforma. 

“Essa foi a primeira missão que realizamos efetivamente com um drone de ataque em uma demonstração para um parceiro estratégico. Nos próximos meses pretendemos ampliar esse trabalho com novas demonstrações de capacidades tanto do drone armado quanto da plataforma de inteligência, evidenciando a versatilidade do Nauru 100D em diferentes tipos de missão”, explica.

Caique Garbim mostra ativação do Nauru 100D aos militares

Nauru 100D UCAV: precisão com capacidade de reutilização 

Outro destaque da demonstração foi o desempenho alcançado pela versão UCAV. Durante a atividade, o sistema registrou CEP (Circular Error Probable) de 1,4 metro, indicador utilizado internacionalmente para medir a precisão de sistemas de ataque. 

Nauru 100D registrou CEP (Circular Error Probable) de 1,4 metro
Munição disparada pelo Nauru 100D UCAV

Além da precisão, a proposta da Xmobots busca oferecer uma alternativa com menor custo operacional quando comparada a outros conceitos de munição vagante ou sistemas de emprego único. 

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Diferentemente de plataformas kamikaze, o Nauru 100D UCAV retorna à base após o lançamento da carga útil, permitindo sua reutilização em novas missões. 

Entre as capacidades previstas para a plataforma estão: 

  • Emprego de cargas de alto explosivo (HE);  
  • Capacidade antitanque (HEAT);  
  • Correção de trajetória em tempo real;  
  • Retorno à base após o cumprimento da missão.  

Nesse modelo, o principal custo operacional está associado à munição empregada, preservando a aeronave para futuros ciclos operacionais. 

Swarm: operações coordenadas com múltiplos de drones 

Além da demonstração envolvendo as versões ISR e UCAV, a Xmobots também apresentou sua visão para operações Swarm (enxame). Nesse conceito, múltiplos sistemas não tripulados atuam de forma coordenada e simultânea. 

A arquitetura em desenvolvimento pela empresa prevê a operação a partir de um contêiner de 20 pés capaz de lançar diferentes plataformas conforme a missão. 

Em sua configuração inicial, o sistema prevê: 

Plataforma Quantidade Função 
Nauru 100D ISR Reconhecimento e designação de alvos 
Nauru 100D UCAV 27 Ataque coordenado e retorno para contêiner

O conceito possui alcance previsto entre 120 km e 340 km e permite: 

  • Lançamento simultâneo das aeronaves;  
  • Atuação integrada entre reconhecimento e ataque;  
  • Maior capacidade de saturação de alvos;  
  • Escalabilidade operacional;  
  • Flexibilidade para diferentes cenários táticos.  

Nauru 100D: o Aliado Invisível 

Base tecnológica de toda a demonstração, o Nauru 100D foi desenvolvido para missões de inteligência, vigilância, reconhecimento e aquisição de alvos. 

Xmobots Vision: conheça a visão de futuro para a mobilidade aérea autônoma

Projetado para rápida mobilização em campo, o sistema combina portabilidade, operação silenciosa e avançadas capacidades de sensoriamento. 

Entre suas principais características estão: 

  • Até 6 horas de autonomia por missão (kit padrão com 3 baterias);  
  • Ativação em até 3 minutos;  
  • Operação diurna e noturna;  
  • Transmissão de imagens RGB e térmicas em tempo real;  
  • Rastreamento e geolocalização de alvos;  
  • Transporte em mochilas táticas;  
  • Estação portátil de comando e controle composta por dois tablets.  
Nauru 100D e estação de comando são transportadas em duas mochilas táticas
Dois tablets formam a estação de comando e controle para operação do Nauru 100D

Tecnologia nacional para a evolução das capacidades de Defesa 

A participação da Xmobots no Simpósio de Sistemas Não Tripulados da Força Terrestre reforça o avanço da indústria brasileira no desenvolvimento de soluções voltadas ao setor de Defesa. 

Ao apresentar conceitos que integram inteligência, vigilância, reconhecimento, aquisição de alvos, ataque de precisão e operações coordenadas em enxame, a empresa demonstra como sistemas não tripulados podem ampliar a eficiência, a flexibilidade e a capacidade de resposta das operações militares modernas. 

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