DRACTOR 25A – SISTEMA HÍBRIDO 100% SEGURO

Há muitos fatores que contribuem para que o DRACTOR 25A (o mais recente lançamento da XMobots) seja um drone inovador. Um deles é seu sistema de potência híbrido, com motor gerador movido a gasolina e uma bateria. O comum neste tipo de equipamento, inclusive seus concorrentes, é a utilização de baterias de LiPo (Polímero de Lítio), tanto para voos de mapeamento quanto para aplicações de pulverização.

Por ser uma solução inovadora e não convencional, o motor gerador do Dractor acaba gerando dúvidas em relação à segurança de uso. Afinal, o drone é um ativo importante para as empresas e, antes de fazer uma aquisição, é preciso entender quais os riscos envolvidos na operação.

Embora muitos acreditem que a utilização da gasolina gera mais riscos que o uso de baterias de LiPo, isso não é verdade. Apostar no uso de gasolina não é somente mais eficiente, como também muito mais seguro. Isso porque as baterias de LiPo, amplamente utilizadas no mercado de drones, apresentam alto risco de periculosidade, além de serem de difícil operação. Quem já possui drones sabe muito bem que as baterias de LiPo requerem inúmeros cuidados tanto para evitar a redução de sua vida útil, quanto para mitigar riscos de explosões e incêndios.

Listamos abaixo algumas características das baterias tipo LiPo:

– Risco de causar incêndios ao ultrapassarem a temperatura de 60ºC;

– Risco de estufamento, inutilização e explosão se sofrerem descarga abaixo de 3V por célula;

– Risco de redução da vida útil, estufamento e incêndio se recarregadas acima de 4,2V por célula;

– Risco de explosão no desencadeamento de reação química dentro das células, no caso de impactos.

Imagem 1 – bateria estufada
Imagem 2 – bateria estufada
Imagem 3 – Fogo em bateria de LiPo comum
Gráfico 1- Comparativo do número de ciclos (vida útil) por tensão em cada célula, o que mostra que recarregar a bateria acima de 4,2 V por célula reduz drasticamente o número de ciclos da bateria.
Tabela 1 – Tabela comparando a tensão em cada célula pelo número de ciclos. No caso do Dractor, mantemos a tensão sempre entre 3,9 e 4 V, aumentando a vida útil das baterias.

Em contrapartida, para que a gasolina sofra autoignição, ou seja, comece a combustão, ela precisa estar acima de 250 °C. Essa temperatura não é atingida por nenhum componente do Dractor 25 A, nem mesmo o escapamento presente no equipamento, que trabalha sempre abaixo de 200 °C. Ou seja, mesmo em um caso extremo em que aconteça vazamento de combustível, não há risco de incêndio. Além disso, caso a velocidade do pouso seja maior que a velocidade máxima especificada para a finalização do voo, o motor a combustão é desligado automaticamente para que não haja risco.

Imagem 4 – Sistema híbrido de potência utilizado no Dractor 25A

Outro diferencial do Dractor 25A é o uso da bateria XMobots 12S. Diferentemente das baterias de LiPo usuais, essa bateria desenvolvida pela XMobots não sofre nenhum dos riscos já citados acima, pois durante os voos ela trabalha entre 3,9V e 4V, tensão mantida graças à alimentação constante do gerador. Isso contribui para o aumento de sua vida útil, uma vez que a temperatura interna da bateria se mantém estável e controlada, sem ocorrência de estufamento. Além disso, o recarregador do Dractor 25A possui controle de carga, não ultrapassando a tensão de 4,2V por célula e sempre fazendo o balanço delas.

O recarregador utilizado no Dractor 25A possui algumas funções que visam a segurança, aumento da vida útil e garantia de operação. Uma delas é a função de escolha de recarregamento, podendo ser no modo storage – indicado durante armazenamento ou transporte da bateria; ou escolhendo a tensão de cada célula, sendo no máximo 4,2 V por célula. Outra função importante é a de balanço de tensão entre as células, fazendo com que todas as células fiquem com a mesma tensão. Além disso, a intensidade do recarregamento pode ser configurada, não devendo passar de 1 C para não reduzir a vida útil da bateria.

Além de seguro, o sistema de potência híbrido do Dractor 25A permite a incrível autonomia de mais de 4 horas em voo de mapeamento e até 1 hora em voo de pulverização localizada, também conhecida como catação. Um drone surpreendente, em todos os sentidos!

Gustavo Caporazzo – Coordenador de P&D e gestor do projeto Dractor 25A

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